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Banco rejeita proposta das entidades para a CASSI
 
A atitude do Banco apresenta-se contraditória com seu discurso de disposição de debate de sua proposta.<br /> <br /> No último dia 5, as Entidades que integram a Mesa de Negociação que busca a sustentabilidade da Cassi (ANABB, AAFBB, CONTEC e FAABB) apresentaram proposta realista que possibilita a negociação de alternativas para superação das dificuldades enfrentadas pela CASSI.<br /> <br /> Mas, contrariando o discurso até agora utilizado junto aos associados, na quinta-feira (07/06) à noite, o Banco encaminhou nota para as Entidades, informando que a empresa não aceita o conjunto de propostas apresentadas pelas Entidades e defende a proposta que apresentou para a governança da CASSI no dia 1º do corrente mês.<br /> <br /> A propósito da proposta de adiantamento de cerca de R$ 1,2 bilhão para quitação em 10 (dez) anos, o Banco respondeu que não fará nova antecipação de recursos ao fundamento de já haver antecipado as contribuições patronais sobre o 13º salário dos próximos quatro anos, no importe de R$ 323 milhões e por entender que as proposições não se enquadrariam ao que foi acordado no memorando, nem às conclusões do diagnóstico, ignorando que o próprio Relatório Anual 2017 da Cassi, deixa claro que os referidos recursos não foram suficientes para sanar os déficits da Caixa de Assistência e que em dezembro de 2016 – quando foi firmado o Memorando – a previsão do próprio Banco era de que o aporte adicional provisório de 1% por parte dos associados seria suficiente para o equilíbrio financeiro da CASSI até dezembro de 2019.<br /> <br /> Destaque-se que a proposta defendida pelo Banco contempla a quebra do princípio da solidariedade (com a instituição da contribuição por dependente, com reajustes baseados no plano CASSI Família), a elevação de despesas na cúpula da CASSI (com a criação de diretorias a serem ocupadas com a contratação de diretores no mercado), quebra da atual proporcionalidade contributiva (o BB quer tornar permanente a contribuição provisória de 1% dos associados, que passariam a contribuir com 4%, mantendo sua contribuição patronal em 4,5%), além de pretender a instituição do voto de minerva pelo patrocinador, ou seja, o Banco quer aumentar seu poder de comando e diminuir sua responsabilidade, o que é incompatível.<br /> <br /> A atitude do Banco é contraria ao discurso até então propalado pela instituição sobre a importância da participação das Entidades nas discussões sobre Cassi. Em todas as recentes reuniões, os representantes do BB conclamaram as Entidades – representantes dos funcionários da ativa e aposentados –, a encaminharem suas sugestões. O objetivo sempre foi construir uma proposta em conjunto. Mas, na prática, o que vemos é o Banco tentando impor unilateralmente sua proposta com desproporcional ônus aos associados.<br /> <br /> Manteremos os associados informados a respeito.<br /> <br />
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