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Juro do rotativo do cartão sobe a 241% em janeiro para cliente regular.
 
BRASÍLIA - A taxa de juros do cartão de crédito rotativo para o chamado cliente regular, que quita a fatura dentro do prazo de vencimento ou ao menos paga o mínimo de 15%, aumentou de 233,8% no fim de 2017 para 241% no início deste ano.
Em março de 2017, antes das novas regras para o segmento entrarem em vigor, essa taxa estava em 431% ao ano. Há dois meses, porém, a taxa está em tendência de alta. O rotativo é a linha de crédito pré-aprovada no cartão e inclui também saques feitos na função crédito do meio de pagamento.

No caso de inadimplência do cliente, desde abril de 2017, o banco deverá parcelar o saldo devedor ou oferecer outra forma para quitar a dívida em condições mais vantajosas dentro de 30 dias, prazo limite para essa linha agora.
A taxa do parcelado do cartão foi de 171,5%, ante 169,2% em dezembro de 2017. São sete meses seguidos de alta. Para o cliente não regular, que não fez nem o pagamento mínimo, a taxa foi 387,1% em janeiro, ante 401,4% em dezembro. Foi a única queda observada.
Conforme o BC, a taxa de juros total do rotativo do cartão de crédito caiu de 334,6% no fim de 2017 para 327,9% ao ano em janeiro deste calendário, queda de 6,9 pontos percentuais, sustentada apenas pelas operações classificadas como não regulares, já que as demais subiram.
As concessões totais do rotativo de cartão de crédito somaram R$ 17,640 bilhões em janeiro, expansão de 9,8% sobre dezembro. Na categoria regular, o volume foi de R$ 8,190 bilhões, com elevação de 16,4%, e na não regular foi de R$ 9,450 bilhões, incremento de 4,7%.
Quase um ano depois das mudanças feitas pelo BC, as concessões continuam a se concentrar mais nas operações não regulares do que nas regulares. Dentro do parcelado, a concessão subiu 9,8%, para R$ 17,640 bilhões.

Já a inadimplência na modalidade rotativo foi de 35,7% em janeiro, recuando de 37,6% um mês antes. Assim, a alta nos juros dos cartão ocorreu a despeito da queda da inadimplência. No parcelado, a inadimplência foi de 1,9%, ante 1,7% em dezembro. A taxa média de calote do mercado com recursos livres foi de 3,4% no mês passado.
No cheque especial, a taxa de juros cobrada ficou em 324,7%, vindo de 323% ao ano em dezembro. Em janeiro de 2017, a taxa era de 328,3%. A queda dos juros no cheque especial é bem inferior à redução na taxa Selic. O Banco Central trabalha com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em iniciativas para redução dessa taxa.
A inadimplência no cheque especial ficou em 15,2% no começo de 2018, após 16,2% em dezembro.
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