Sindicato

Notícias
Bradesco é condenado em R$ 800 mil por condições de trabalho em agências
 
A obrigação deve ser cumprida no prazo de 60 dias úteis, a partir da intimação da sentença, sob pena de multa diária de R$ 2 mil
SÃO PAULO – O Banco Bradesco foi condenado pela 1ª Vara do Trabalho de Bauru ao pagamento de R$ 800 mil por danos morais coletivos decorrentes da falta de avaliação ergonômica de trabalho, expondo funcionários ao risco de lesões por esforços repetitivos. A ação civil pública é do Ministério Público do Trabalho em Bauru, interior de São Paulo.
A sentença também determina que a empresa elabore efetivamente uma análise ergonômica de trabalho em agências e postos de atendimento da cidade de Bauru, que não contemple apenas o exame de mobiliários e adequação dos equipamentos, mas também o exame da conduta real de trabalho dos empregados e a organização do trabalho.

Para realizar tal análise, o banco deve também ouvir seus funcionários na fase de levantamento de informações, de validação de resultados e de adequação da ergonomia a ser adotada. A obrigação deve ser cumprida no prazo de 60 dias úteis, a partir da intimação da sentença, independente do trânsito em julgado, sob pena de multa diária de R$ 2 mil, reversível ao FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).
O procurador José Fernando Ruiz Maturana investigou a conduta do banco após denúncias encaminhadas pelo Sindicato dos Bancários de Bauru, noticiando que o Bradesco estava deixando de emitir Comunicações de Acidente de Trabalho nos casos de suspeita de doença ocupacional.

A partir de depoimentos tomados pelo MPT, incluindo aqueles de pessoas ligadas à manutenção de programas de saúde e segurança do trabalho na empresa, e também a partir de provas colhidas nas agências de atendimento, ficaram configurados problemas de metodologia na análise ergonômica dos locais de trabalho, o que evita a prevenção de doenças por esforços repetitivos.

“A postura do empregador Bradesco, a bem da verdade, revela que sua política de prevenção está baseada na superficialidade e na formal e burocrática elaboração de documentos, mas desprovidos de conteúdo material que impliquem efetiva melhoria da condição de trabalho e prevenção à ocorrência de LER/Dort”, finaliza Maturana.

Ainda cabe recurso ao Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região.

Em nota enviada ao InfoMoney, o Bradesco informou que não comenta o assunto.

Fonte: InfoMoney

Diretoria Executiva da CONTEC
_
Últimas Notícias
> ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA
> Em sua primeira semana, Pix registra R$ 9,3 bilhões em transações
> Empregados de empresas estatais têm salário médio de até R$ 31,3 mil
> INSS e Ministério Público assinam acordo para zerar fila de espera por benefícios
> RANCHO DOS BANCÁRIOS - AGENDE SUA RESERVA
> Presidente garante que, em sua gestão, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Casa da Moeda não serão entregues à iniciativa privada
> Centrais sindicais lançam campanha pela manutenção do auxílio de R$ 600
> Disponível o jornal do mês de Setembro/2020
> CONTEC, Federações e Sindicatos assinam CCT FENABAN
> Bancário do Bradesco consegue majorar indenização por transportar valores entre bancos
> Gerente do Itaú receberá horas extras por tempo de espera em aeroportos em viagens a serviço
> Itaú ultrapassa Bradesco como marca mais valiosa do Brasil, aponta pesquisa
> ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA CCT 2020/2022 COM VOTAÇÃO ONLINE
> CAMPANHA SALARIAL DOS BANCÁRIOS 2020 – 15ª Reunião da Fenaban
> Campanha salarial 2020 – BANCO DO BRASIL S.A.

Veja lista de aniversariantes do mês  
Selos

 

     

® 2012 - SINTRAF - Todos os direitos reservados. - Avenida Santo Antônio, 200 - Sala 04 | Poços de Caldas - MG| Cep 37701-036 | Tel.: (35) 3721-9804 Domynio