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IOF agora pega empréstimo de 5 anos
 
Menos de duas semanas depois de ter aumentado as restrições ao ingresso de capitais externos no país, o governo voltou a adotar medidas para desvalorizar o real e proteger a indústria nacional da concorrência com os produtos importados. Um decreto publicado ontem no Diário Oficial da União ampliou para 1800 dias, cerca de cinco anos, o prazo médio dos empréstimos estrangeiros sujeitos ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 6%.

No dia 1 de março, outro decreto já havia estendido esse prazo de dois para três anos. Com um novo ajuste tão pouco tempo depois, o governo quis deixar claro que, a qualquer momento, pode tomar novas medidas para conter a queda do dólar. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, já tinha avisado que usaria um "arsenal" de medidas para proteger a indústria do efeito da apreciação do real.

Em breve nota oficial, ontem, o ministério explicou que a nova ampliação da abrangência do IOF tem caráter prudencial e reforça a decisão do governo de reduzir o fluxo de capital especulativo que entra no país com objetivo de ganhar com o diferencial entre juros internos e externos. Anunciada dois dias depois de o Banco Central Europeu ter disponibilizado € 529 bilhões em linhas de crédito a cerca de 800 bancos, a medida do dia 1º de março também foi preventiva. A preocupação foi evitar que os recursos liberados por esse "tsunami monetário", expressão usada pela presidente Dilma Rousseff, venham parar no Brasil atrás de taxas de juros mais atrativas, provocando desvalorização ainda maior do dólar americano.

Na nota de ontem, o ministério não cita nenhum fato novo que o tenha levado a ampliar novamente o prazo. Além do efeito psicológico pretendido sobre o mercado, os primeiros dados do fluxo cambial de março podem ter contribuído para o aprofundamento da reação governamental. Somente nos dias 1 e 2 de março, a entrada de dólares superou a saída em US$ 2,466 bilhões. Desse total, US$ 1,55 bilhão foram gerados no segmento financeiro, onde é negociada a moeda estrangeira relativa à movimentação de capitais.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e Globalização Econômica (Sobeet), Luís Afonso Lima, a medida anunciada ontem terá pouco impacto no fluxo cambial, mas o importante é a mensagem embutida. "O governo deixou claro que vai fazer o que for necessário, exceto tributar Investimento Estrangeiro Direto (IED), para conter a valorização do real", afirmou Lima, destacando a frequência com que a área econômica está anunciado medidas. Segundo ele, "houve aumento de insegurança, dada a tempestividade dos anúncios".

Já o economista do Besi Brasil, Flávio Serrano, destacou que a liquidez no mercado mundial impede um efeito mais efetivo da medida no sentido de desvalorizar o real. "O mercado vai acabar se ajustando e vai corrigir", disse o economista, que estima uma taxa média de câmbio de R$ 1,75 para este ano.
Fonte: Valor Econômico
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